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22/05/2017

Finalistas

 As grandes Festas tem Vigílias, tem preparação, tem aquele momento em que saboreamos o "já e o ainda não", O acreditar e sentir uma empatia, e uma fé neste Jesus, mas não O ver, não O tocar, ouvir tantos argumentos contra... E até Duvidar...  
Foto de Natália Faria
E uma grande festa, tem tantos preparativos... E há os trabalhos, e o cansaço e a incerteza, terminar uma fase da vida, mas ir para onde? Terminar este ano e concorrer ao Mestrado... 
Por tudo isto, já há uns anos vai aparecendo um grupinho de jovens finalistas, que escolhe preparar o grande Dia da "Benção das Pastas" à procura deste Deus, que é como Diz Catarina de Sena, "um mar sem fundo/ Mais eu mergulho, mais me afundo/ Mais eu te encontro, mais te procuro ainda/ Sede que tu saciaste no deserto um dia/ Para sempre fica com sede de ti"
Sábado Dia 20, após estar com um grupo de jovens, que com os seus animadores procurava razões para continuar a caminhada; estar na Eucaristia com o grupo de catequese, do 7º ano, da Glória... À noite, foi tempo de rezar, para alguns foi tempo de receber a misericórdia de Deus, no sacramento da reconciliação... 
para mim, foi tempo de agradecer... Por ver que Deus atua em cada um...
 Claro que nem todos tem tempo... Uns vem mais tarde, outros saem mais cedo, mas se a vida é viver o "já e o ainda não", também é uma estação de comboios, com chegadas e partidas.. E cada sorriso é a semente válida! 
Se muitos não tem tempo... Dou graças a Deus por cada um que pára, que vive: 
" Aqui estou eu, para Ti Deus
Foto de Natália Faria
Tua voz ouvi a chamar
E eu irei Deus, se guiares
Minhas mãos a ti servirão"

Porque como rezamos na Vigília: "Deus espera algo de ti, Deus quer algo de ti, Deus espera-te. Deus vem quebrar as nossas prisões, vem abrir as portas das nossas vidas, das nossas perspetivas, dos nossos olhares. Deus vem abrir tudo o que te fecha. Convida-te a sonhar, quer fazer-te ver que contigo o mundo pode ser diferente. Se não deres o melhor de ti mesmo, o mundo não será diferente..." (Papa Francisco, Campus Misericordiae, JMJ 2016) 
Esta necessidade de assumirmos a responsabilidade pelo bem do mundo de ser jovem e de lutar, também foi frisada no Domingo, na homilia, da Benção das Pasta, pelo Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro.
Foto de José António Carneiro
Parabéns a cada Finalista, que o Senhor vos guie e vos ilumine... A sociedade precisa de vós, a Igreja precisa  de vós! 
 Ir. Flávia Lourenço, op

19/05/2017

Tríduo Pascal

Este retiro foi uma oportunidade muito pessoal de tentar entender o mistério pascal, que só é possível quando nos conhecemos a nós próprios e tomamos consciência de quem Ele é na nossa vida. Ainda não foi desta que obtive as minhas respostas, apenas mais e mais perguntas. Mas enquanto houver perguntas, há o desejo de conhecer este Deus que se fez Homem e que se partilha, entrega, sofre e morre por cada um de nós; enquanto houver perguntas, há o desejo de sentir cada palavra, cada gesto para que eu o possa imitar; enquanto houver perguntas sobre quem sou e o que Tu queres de mim, haverá sempre o desejo de fazer mais e ser melhor. De me aproximar de Ti. De me descentrar de mim para encontrar o meu centro em Ti. A Vigília Pascal foi o culminar de todos estes dias, assim como na Ressurreição tudo encontra o seu sentido. Cristo está vivo (em mim)! Cristo verdadeiramente ressuscitou! 🙂
Ana Emanuel Nunes


18/05/2017

Mês de Maria... Com 5 anos já sei rezar...

Foi a Estreia dos meninos do pré-escolar com 5 anos ou pouco mais, rezarem o Terço Diante de Jesus da Virgem Maria de toda a Comunidade. E que bem se saíram! Foi muito Belo.
Rezarem quase sem pestanejar cada um seu Mistério, mostraram a Jesus que já sabem o Pai Nosso e à Mãe que já sabem a Avé Maria e com a Glória ao Pai, louvam a Santissíma Trindade! 
Quando os pais transmitem em casa o dom da Fé com um pequeno encontro semanal as crianças crescem mesmo como Jesus em sabedoria e Graça.

Ir. Rosália Lincho

13/05/2017

Mensagem de Fátima

Dia 13 de maio, centenário das aparições; peregrinação do Papa a Fátima; Canoonização dos dois pastorinhos: Francisco e Jacinta Marto, por isso fica o ultimo testemunho do 7º ano!
Foto de Maria Cassola Marques
Por Caetana Almeida

"No sábado passado (29/04) tivemos uma atividade da catequese, com o objetivo de sabermos as três revelações de Fátima; nomeadamente a conversão, oração e sacrifício, que nos foi explicado pela irmã Catarina da Aliança de Santa Maria (ASM).

Passamos a conhecer também, a história e a personalidade de Jacinta, Francisco e Lúcia, os pastorinhos a quem Nossa Senhora apareceu três vezes. Depois de reouvirmos a explicação fizemos a nossa própria dezena.

Seguidamente, fomos lanchar e participamos no ensaio do coro, onde vimos os cânticos que cantaríamos na missa.

A parte que mais gostei, apesar de terem sido todas boas, foi aprender a história de cada pastorinho." 

Divulgação da Mensagem de Fátima (Fotos de Paróquia Nossa Senhora da Glória, Aveiro)

12/05/2017

Santa Joana Princesa, a Padroeira da Cidade e Diocese de Aveiro

Filha de D. Afonso V, rei de Portugal, a Princesa Santa Joana nasceu na cidade de Lisboa, em 6 de fevereiro de 1452. Desde menina procurou praticar sempre o desprendimento das grandezas da corte e das vaidades do mundo, como na profunda piedade e vida interior, na sincera devoção à paixão de Cristo e na desinteressada caridade a favor dos pobres. Como manifestação de tal género de sentir e viver, escolheu para seu distintivo a coroa de espinhos. A 4 de agosto de 1472, foi para o mosteiro de Jesus da então vila de Aveiro, a que ela chamava «a sua Lisboa, a pequena». Aí viveu em austeridade e fervor religioso, sob o hábito dominicano, até ao seu falecimento, ocorrido em 12 de maio de 1490; tinha trinta e oito anos de idade. Foi sepultada no coro do mesmo convento.
Após a sua morte, o povo de Aveiro começou a venerá-la por santa, considerando-a mais tarde, como protetora da cidade; o seu culto foi confirmado pelo Papa Inocêncio XII, a 4 de abril de 1693. O Papa Paulo VI, a 5 de janeiro de 1965, constituiu-a padroeira principal da Cidade e da Diocese de Aveiro. (fonte: http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=6257)


Oração a Santa Joana Princesa
 
Santa Joana Princesa, desvelada Padroeira de Aveiro!
Nós todos, pequenos e grandes, pobres e ricos,
nos encomendamos fervorosamente
à vossa celestial proteção.
Pedi ao Senhor para todos o pão nosso de cada dia,
e não só o pão da terra, mas sobretudo o pão da virtude,
o pão descido do Céu que
– como disse Jesus Cristo –
dá a vida ao mundo.
Fazei-nos puros, humildes, caritativos,
piedosos, compadecidos, resolutos,
seguindo o vosso exemplo.
Acompanhai-nos nos perigos da terra
e, chegado o momento da morte,
ajudai-nos a entrar na Pátria definitiva,
que jamais acabará.
Ámen

Hino a Santa Joana Princesa


11/05/2017

Mensagem de Fátima

Atividade relatada por Catarina Matias (7ºAno Paróquia Nossa Senhora da Glória, Aveiro)

"No último sábado (29/04) o meu dia e de mais algumas pessoas do 5ºAno até ao 12º Ano foi passado na Paróquia da Glória. Das 15.30h até às 17h tivemos a presença da Irmã Catarina (Aliança de Santa Maria) que nos deu o testemunho e a mensagem de Fátima, visto que este ano é tão importante, pois faz 100 anos que Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos. 
Houve um lanche e logo de seguida tivemos o ensaio coral das 18h até às 19h. Das 19h às 20h tivemos missa, na qual foi o nosso grupo que animou.
A parte que mais gostei foi o testemunho da Irmã Catarina (ASM) pois fez-me entender melhor a mensagem de Fátima e o seu objetivo perante o mundo."

Divulgação da Mensagem de Fátima, por Ir. Catarina, ASM



Grupo de Catequese do 5º ao 7º Ano, PNSG


07/05/2017

Dia da Mãe, Dia do Bom Pastor

                                    MÃE
                                   venho das tuas lágrimas
                                   venho dos teus sorrisos
                                   venho dos teus sonhos

                                   as minhas lágrimas
                                   os meus sorrisos
                                   os meus sonhos

                                   são lágrimas dos teus olhos
                                   são sorrisos da tua boca
                                   são sonhos da tua esperança

                                   são as raízes
                                   são as flores
                                   são o vento

                                   da tua e da minha vida
                                                                                          Fr. Bento Domingues, O.P.

06/05/2017

Tríduo no Convento

O mistério da Paixão, morte e ressurreição de Cristo, embora seja o centro da nossa fé cristã, lembrado e comemorado todos os dias, em todo o mundo, em cada santa missa, continua sendo um mistério. O tempo da Semana Santa chama-nos, especialmente, a refletir aqueles últimos momentos que se tornariam os momentos centrais do conjunto do projeto de Deus para a humanidade. Para “entrar na lógica” é preciso dar tempo e espaço para Deus, de forma especial, nestes dias: foi o que fizemos no convento durante o retiro do Tríduo Pascal.


Retiro, retirar, retirar-se. Em sua agonia final, Cristo foi de tudo retirado e a tudo retirou-se. Na Santa Ceia, retirou o manto, o lugar de mestre, e lavou os pés dos discípulos. No Monte das Oliveiras, retirou-se para rezar intensamente ao Pai. Foi retirado de suas súplicas pelo beijo traidor, retirado do convívio dos seus pela prisão violenta. Sua dignidade humana foi retirada no julgamento imparcial e tendencioso. Sua integridade física também foi lhe retirada, assim como suas vestes. Até o chão lhe foi retirado quando foi suspenso na cruz. Sem vida, foi retirado da cruz e do mundo, e colocado em um sepulcro.
E nós, o que retiramos para estar com o Senhor? Nestes dias de retiro, tentamos retirar as sandálias.
in http://www.anita.com.br/produto/sandalia-west-coast-cafe-106760
Não as físicas, mas as espirituais e emocionais. Aquelas que, "no vaivém da vida quotidiana" não nos deixam ver e sentir o essencial. Para isso, é preciso voltar-se para dentro, silenciar, analisar a "história de amor de Deus conosco", desde a infância (ou mesmo antes dela, como foi o caso de uma das companheiras de retiro), investigar o nosso "ADN": de que somos feitos? Para quê? É preciso ouvir os outros e contrapor histórias, como a dos personagens que conviveram com Jesus naqueles dias tenebrosos. Retirar-nos da centralidade em nós para entrar na centralidade do Amor de Deus.

Só podemos conhecer-nos realmente neste movimento de relação, de troca, de comunidade com os outros e conosco mesmos. É uma troca que não necessariamente precisa de palavras. Depois de ressuscitado, os discípulos reconheceram Jesus "ao partir do pão". As refeições silenciosas, em volta de uma mesa repleta de pessoas que se querem bem e querem bem a Deus, falaram muito ao coração. Revelaram o Cristo retirado do mundo, que nos cala para, assim, falar conosco.

Embora, pessoalmente, eu tenha iniciado o retiro com a inocente intenção de não pensar em mim e pensar só em Jesus, no seu sofrimento, percebi que não era este o caminho. O Senhor conhece-nos muito bem e, às vezes, nos dá a chance de nos conhecermos também. Dizem que não se pode amar nada que não se conhece, sendo assim, entendi nestes dias que conhecendo-nos a nós próprios, encontraremos a Deus, no seu retiro dentro de nós, pronto para se dar aos outros, por meio de nós. Mas isso demanda tempo; Amar demanda tempo, e o Tríduo no convento foi a experiência de entender isso e dar tempo para minha relação com Deus. Com as palavras do padre dominicano Timothy Radclif, em seu livro As sete últimas palavras: "A perfeição do amor implica tempo livre, em que cada um possa ser receptivo ao outro, com uma atenção quase passiva". O Senhor dá-nos esta atenção; nos retirámos no convento para tentar aprender a dar atenção a Ele também. E continuamos tentando...
Lívia Miranda

03/05/2017

Memórias da Quaresma!

VIA SACRA no Externato de S. José

Via Crucis, Caminhada de Cristo e da Humanidade, Via do Encontro de Deus com o Homem sofredor, com todos os crucificados da História. Todos os alunos do Externato, fizeram a Via Sacra. Foram momentos de oração e solidariedade pelos refugiados, pelas vítima da opressão e da tortura, pelos doentes e velhos esquecidos, por todos os ignorados sem vez nem voz que hoje como ontem vivem na sua carne a paixão de Cristo.

29/04/2017

Catarina de Sena e Maria

Ao iniciar a semana de oração pelas Vocações:
"Estamos a celebrar, em 2017, o Jubileu dos 300 anos de Nª Sª Aparecida, no Brasil; o Centenário das Aparições de Nª Sª de Fátima, a canonização de duas crianças: Francisco e Jacinta, e na expectativa da vinda do Papa Francisco a Fátima. 
É a mesma Senhora - que Catarina de Sena amou e denominou de mar pacífico e doadora de paz – que viveu profundamente a experiência: Não tenhas medo. O Espírito virá sobre ti… e respondeu Faça-se em mim, segundo a tua Palavra. Nós, como Maria, somos as servas do Senhor e dissemos: Faça-se em mim, segundo a tua Palavra. E, ao dizê-lo, confiámos! Iniciámos, na nossa vida, a aliança de amizade com Deus. E, como Maria, somos felizes por escutarmos, contemplarmos e nos esforçamos por viver a Palavra. (Cf Lc 11, 28)
 Ao celebrarmos, este ano, a festa da nossa padroeira Stª Catarina de Sena queremos, como ela, renovar a nossa oferenda a Deus e reconhecer as maravilhas que Deus operou nela, acreditando que também as fará em nós se nos abrirmos à acção do Espírito Santo. 
Ao celebrarmos o Jubileu mariano, queremos contemplar Maria, a Mãe de Jesus, que se tornou a sua mais fiel discípula; viver como Maria é viver uma relação íntima com Cristo e colocar-se no Seu seguimento: firmes na fé, alegres na obediência, simples na humildade e movidas pelo fogo da caridade. Que Stª Catarina nos ensine o segredo da fidelidade à aliança com Cristo, do serviço aos irmãos, da edificação da paz, atentas às palavras de Maria: Fazei tudo o que Jesus vos disser."
Ir. Rita Nicolau, op

Dia 29 de Abril, Santa Catarina de Sena

“Ó bondade maior que toda a bondade!
Ó sabedoria maior que toda a sabedoria!
Ó fogo que ultrapassa todo o fogo!
Porque só Tu és Aquele que é, e tudo o resto não é nada,

A não ser na medida em que Tu lhe deres o ser.”
 (Oração de Santa Catarina, 17)
Félix Hernández, op in Santa Catarina, Mestra do caminho interior
É difícil acreditar que estes textos vem de uma mulher iletrada, 
Catarina fez-se pequena, curou feridas, limpou a imundice...
Deu de comer aos pobre, visitou os presos, foi uma mulher ousada, 
Procurou o autoconhecimento, desde a sua meninice,
Sempre procurou a Deus e Jesus a encontrou...
Por amor ao seu Senhor, fez-se mãe, irmã, enfermeira
De todos com quem se cruzou!
Uma mulher que tanto amou, da Europa é co-padroeira,
Mas a sua grandeza vem do muito que amou! 
Boas Festas a todos os dominicanos e dominicanas! 

25/04/2017

25 de Abril, 100 anos de um "Sim"!

Ir. Cristina Augusta Simões, atualmente a residir em Castro Daire, hoje fez 100 anos, celebrados com festa e alegria pelas Irmãs da Congregação e pelos habitantes de Castro Daire! 

video
Ir. Rosália Lincho

24/04/2017

Misericórdia

Domingo II da Páscoa, Domingo da Misericordia, a capacidade de sofrer com o outro...
Ver as chagas de Cristo não nos deixa indiferentes... Dizer "Meu Senhor e Meu Deus", não pode ser vivido numa dimensão circular, da minha "fezinha", mas desinstala-nos...
Leva-nos a procurar aliviar o Outro, os outros...
Em muitas paróquias, nomeadamente, na paróquia da Glória em Aveiro, somos convidados a amenizar as carências materiais do outro, "Semana da Partilha: Felizes os que sabem Partilhar!
Boa semana!!!
Félix Hernandez, op 

22/04/2017

O semeador saiu a semear

O nosso tempo por estas terras está a terminar a 02 de Abril de 2017. Hoje foi o dia do encerramento da visita pastoral de D. José Alves a estas paróquias. Chegar ao dia de hoje é olhar para trás e vermos o caminho que percorremos, as portas que batemos, as muitas conversas que formos tendo começarem a germinar. A missão da visita pastoral não acaba, antes começa agora, com a nossa partida e o encerramento da visita. No fundo, nós apenas viemos ajeitar a terra para Deus semear através de nós. 
Nós partimos, mas os paroquianos de cada uma das comunidades continuam cá, alguns com novo folego, com mais esperança em Deus, com mais segurança. Outros recomeçaram o seu caminho de regresso à igreja. Em todos habita agora um espírito novo, uma nova vida lhes foi dada, como aquela que foi concedida a Lazaro através da ressurreição, como ouvimos hoje no evangelho deste 5º domingo da quaresma.








Sentimos que nada fica igual. Há olhares de esperança em cada rosto, também de saudade, de nostalgia pela nossa partida, mas nós somos apenas instrumentos de Deus no meio deste povo. Em tudo isto é muito bonito ver como o Espírito Santo foi trabalhando em cada um e através de nós. Os temas que fomos tocando, nos encontros comunitários ou com grupos específicos da comunidade, foram de novo reforçados pelo Pe. Luís Santos ao longo da última semana e no encerramento da visita o nosso Pastor voltou a frisa-los. Em tudo vemos a mão de Deus a conduzir as nossas palavras. É Deus que age em nós, que nos impulsiona e conduz no caminho.
Como diz o cântico alentejano: Cristo Senhor, és o guia, o bom pastor, que me conduz, minha vida e minha luz. E é esta luz que nos conduziu nesta terra, que nos conduz no nosso dia-a-dia. É que Ele que nos fortalece e nos dá ânimo para prosseguirmos viagem. A missão da visita pastoral terminou, mas a vida paroquial continua, esperamos que agora mais fortalecida. E como frisava D. José no final da eucaristia de encerramento, é preciso rezarmos pelas vocações. Não só pelas específicas há vida sacerdotal ou consagrada, mas pela primeira das vocações: à da santidade, a sermos cristãos santos. E se formos verdadeiros cristãos então todas as outras vocações florescerão!

Ir. Ana Margarida Lucas 




20/04/2017

Cristo Morreu! Tríduo no Convento

Desde já desejo a todos os leitures uma Santa Páscoa! 
Sim, uma Santa Páscoa depois da mesma ter já passado! Como cristãos, celebramos sempre as festas à "grande e à francesa", pois, se é festa, quanto mais tempo a mesma durar melhor. Assim, celebramos a Vida durante uma semana e mais uns dias!

Viver o os últimos dias de Jesus no convento, em retiro, foi um tempo de mergulhar bem fundo. Foi tempo de mergulhar na alegria do último banquete; na agonia/solidão da noite da entrega; na imensa dor da morte. Foi tempo também de mergulhar com Maria, a Mãe. A Mãe que vê e presencia a morte do seu Amado Filho. Penso na Mãe e à cabeça só me vêem gritos de dor, pois era o seu Filho que estava a ser condenado injustamente. Sejamos sinceros, Jesus, para o seu tempo tinha uma linguagem muito à frente, com certeza que os seus contemporâneos se viam "gregos" para o perceberem (ainda hoje percebê-Lo não é fácil, quanto mais na época!). Claro, que foi mais fácil assim como sempre será, condenar um só à morte do que uma sociedade. Mas, voltando às celebrações e sendo muito resumida: 
- Missa Crismal: todos os sacerdotes reunidos por Ti, todos reunidos à volta da mesa, todos em União na Igreja, todos por Ti; 
- Missa de lava pés: o Maior  baixa-se para servir, o Maior baixa-se para purificar, pois só assim entraremos Contigo; 
- Adoração noturna: o cansaço dos que estiveram na altura Contigo e o cansaço dos que nos dias de hoje estão é semelhante, quase nem capazes somos de estar Contigo uma hora de oração, pois as distrações, por mínimas que sejam, são muitas (e deitemos a culpa para o cansaço!); 
- Adoração à Cruz: as Tuas últimas palavras vêem-me à cabeça, em primeiro: aquelas em que confias a tua Mãe ao discípulo amado e vice versa, depois o Teu último suspiro: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E assim, tudo está consumado, tudo está como é suposto ter acontecido. Uns choram a perda, outros lamentam e outros nem querem saber, sendo-lhes indiferente a morte de um Homem. MorresTe. Estás morto! E demora tanto a Ressuscitares. Silêncio! Não se houve barulho. Nem os passarinhos cantam. Tal Te é o respeito. MorresTe.

- Sábado: desde pequena que me falam do sábado como "Sábado Aleluia". As últimas preparações para no dia seguinte se receber em casa a Visita Pascal (como se diz na minha terra, o Compasso/Compasso Pascal). Quase que ia passando despercebido, pois já sabemos o que vamos celebrar à noite/ no dia seguinte. Eis que é abençoado o Círio. Eis que entra Luz nova. Eis que a Vida venceu a morte. Eis que é chegado o tempo da tristeza dar espaço à Alegria. É chegado o momento de sair para a rua com Alegria e dizer: ALELUIA! RESSUSCITOU!!! 

Naturalmente, os sorrisos saem e andam estampados nos rostos, pois Aquele a quem seguimos Ressuscitou, Venceu. Afinal, Jesus não está morto! Afinal, Jesus venceu a morte! 

E é esta a beleza de ter vivido o Tríduo Pascal no Convento: perceber e vivenciar estes últimos dias da Vida terrena de Jesus, sem grandes preocupações com as arrumações "da Páscoa". 
O Domingo da Ressurreição, esse foi como tinha de ser: com a família à espera que o Ressuscitado Entrasse em Casa e em cada Casa. 
Santa Páscoa!
Natália Faria

"Meu Pai, se é possível, que se passe de mim este cálice" Mt 26, 39